Uma história de família

Quem vê o Mareilha hoje, com seus chalés e suítes, café da manhã, piscina, escritório deArte e equipe entrosada, não faz ideia de como tudo começou. Ao contrário do que se possa imaginar, nada foi assim tão planejado; uma sequência de fatos, circunstâncias e oportunidades bem aproveitadas resultou no que hoje é nossa pousada.

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Os Primeiros Movimentos

Tudo começou em São Paulo, mais exatamente na rua João Moura, número 956. O charmoso sobrado foi a casa de infância de Marilia Franco, onde ela cresceu e passou boa parte de sua vida.

A casa da rua João Moura

A casa da rua João Moura

Após o falecimento dos pais surgiu a ideia de vender a casa. Houve certa relutância, afinal era a casa da família e para onde Marilia retornara tempos antes, já reconhecida marchand paulista, abrindo naquele espaço o seu escritório de arte. Mas era inevitável; enfim os irmãos entraram em acordo e a venda aconteceu. A casa – junto com outra vizinha – seria demolida para dar lugar a um imponente edifício.

 

O terreno no Curral

A ideia de mudar para Ilhabela já era antiga. A família frequentava a ilha desde 1985, quando ficou pronta a casa no então charmoso bairro do Itaquanduba. Vinham sempre nas férias e fins de semana, como boa parte dos turistas costuma fazer. Mas agora a vida exigia uma mudança, e Marilia escolheu a ilha para se restabelecer. A ideia era buscar um local onde pudesse reativar seu escritório de arte – e talvez fazer alguns chalés para alugar eventualmente.

Começou assim a buscar um espaço para o novo empreendimento, e meio que por acaso acabou num terreno na Praia do Curral. Não parecia muito atraente, sendo bastante acidentado e com mato alto. Mas quando subiu no topo e admirou a vista para o mar, não teve dúvidas: fechou negócio ali mesmo.

 

A Demolição

Em São Paulo prosseguiam os preparativos para a demolição. Inconformada em saber que a casa de sua vida viria abaixo, Marilia procurou o responsável pela incorporação do edifício. Sua ideia era resgatar a escada de madeira da casa, por onde tantas vezes passara em sua vida e que agora estava prestes a virar entulho. Perguntou se poderia levá-la, uma forma de guardar alguma lembrança do imóvel de sua infância.

 

“Não tem problema, na verdade a senhora pode levar tudo o que quiser”.

 

A escada

A escada na casa da rua João Moura

Marilia percebeu a oportunidade e, sem perda de tempo, contratou uma empresa de transportes. No dia marcado para o início dos trabalhos, um enorme caminhão estacionou na frente da casa. A demolição teve início e o que era uma casa começou a ser reduzido a tijolos, telhas, madeiramento. A equipe de demolição botava abaixo, a equipe de transporte resgatava e acomodava no caminhão. Quando o primeiro deles partiu levando tijolos e madeiramento, outro estacionou em seu lugar. E conforme os trabalhos prosseguiam, mais e mais material seguia com destino à Ilhabela. Ao todo foram cinco viagens com tijolos, portas, janelas, pisos, madeiramento… Quase tudo foi salvo e agora se encontrava amontoado num terreno cheio de mato e quase sem acesso, na Praia do Curral.

 

Os Chalés

O passo seguinte já estava planejado, e logo se iniciou a construção dos chalés. A ideia de construir quatro chalés utilizando o material da casa tomava forma. Os tijolos a vista, o madeiramento do mezanino, as portas e janelas… quase tudo veio do sobrado da rua João Moura, dando continuidade à história. O material restante viria a ser utilizado mais tarde nas novas instalações. Curiosamente não se achou um bom local para a escada, aquela que motivou toda essa movimentação; ela acabou sendo trazida para a casa do Itaquanduba, sendo reinstalada ali.

Ainda havia uma questão – como chamar o novo local? Foi durante um ‘brainstorm’ que surgiu uma inspiração:

 

“Marilia, Ilhabela, mar e praia… Marilia, mar, ilha… Marilia, mar e ilha… Mar e ilha? Mareilha!”

 

A construção dos chalés.
A Construção dos chalés

 

Evolução

Desde a sua inauguração o Mareilha passou por uma série de mudanças. Em 2009 ficaram prontas as suítes Vista, na parte mais alta do terreno. Em 2010 começamos a servir café da manhã, na casa ao lado então alugada pela Benê, moradora local e nossa primeira gerente! Em 2011 compramos a casa do Café! Fizemos uma reforma para ampliar o salão principal, e neste momento surgiram as suítes Café e Cambuci. Aproveitando o espaço da casa, Marilia recriou seu escritório de arte, dando uma nova vida ao espaço do café.

Em 2013 aproveitamos o espaço entre o café e os chalés para criar o nosso espaço de lazer com as piscinas.

Em todos estes anos nos concentramos em melhorar o ambiente, calçando ecologicamente o estacionamento, fazendo intervenções de paisagismo e desenvolvendo nossos conhecimentos de hotelaria. Aprendemos quase tudo na prática, através dos erros e acertos. E nos dias de hoje continuamos com este pensamento de sempre buscar melhorias tanto na estrutura quanto no atendimento. Somos uma pousada familiar por definição e temos muita satisfação em receber nossos hóspedes para lhes proporcionar uma estadia incrível.

 

Sejam bem-vindos ao Mareilha!


 

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